

No velho dilema: o que eu vou ser quando crescer – se hoje eu pudesse mais uma vez escolher- sem dúvida alguma faria jornalismo. Para delírio dos que dizem que para uma cidade como a minha ( Tubarão- Santa Catarina) que tem aproximadamente 93 mil habitantes, tentar uma carreira como essa, é no mínimo não ter nada na cabeça, mas mesmo assim optaria por levar a vida assim..lendo, escrevendo e realizando demais atividades relacionadas, que em nada são fáceis e “simples”.
Mas enfim, pra que tudo isso? De fato, me falta objetividade. Gosto de falar, falar, e não falar nada para enfim dizer alguma coisa, entende? E como hoje é a minha estréia no blog resolvi falar sobre Cinema.
Ontem eu assisti O Lutador – The Wrestler- filme lançado em 2008, que chegou aos cinemas nacionais apenas no início desde ano. O filme é fascinante. Uma mistura perfeita de ação e emoção.
Com orçamento relativamente curto o diretor Darren Aronofsky ao meu ver fez um excelente trabalho. Depois de passar por opções como Nicoles Cage e Sylvester Stallone para interpretar o personagem principal do filme, Aronofsky optou por um velho conhecido e colega de trabalho Mickey Rourke, isso porque ele atuou em todos os filmes dirigidos por Darren.
O filme basicamente relata a vida de Randy “RAM” Robinson (Mickey Rourke) um solitário e famoso lutador de wrestler que se sustenta através das lutas e também de “bicos” que faz em um mercado local. Após um intenso combate, Randy sofre um infarto e depois de uma cirurgia, é informado que corre risco de morte se voltar a praticar atividades físicas. Assustado, ele procura dividir sua angústia com uma stripper (Marisa Tomei), por quem nutre um desejo e que o ajuda a retomar o contato com Stephanie (Evan Rachel Wood), a filha abandonada por ele. Dividido entre um passado de glória e um futuro incerto, Randy se vê pressionado a retornar ao ringue para uma importante revanche que pode mudar a sua vida.

O excesso de violência gratuita no início dá a falsa impressão de ser só mais um filme sem história, direcionado ao público masculino, não, isso não é preconceito. Ao longo da história, sim, porque quase na metade do filme e quando você se sente cansado de ver pancadaria e ver os lutadores “combinando os resultados”, ai vem a surpresa: o filme tem história, não é de fato nada grande tão estarrecedor ou inovador. Mas sim, algo que te faz pensar nos dilemas da vida, no qual você fica balançado entre paixão, vocação, realização e dinheiro. OPA! Aqui os assuntos se encaixam.
Para ficar mais fácil a compreensão…o filme é mais ou menos o meu post…no começo um emaranhado de palavras sem muita ligação lógica, ai o leitor teimoso e curioso decide ler…e então se envolve como os várias lugares comuns apresentados no desenrolar do filme e termina sem um final visível, mas eu diria emocionante. Daí você sai da frente da televisão sem nenhuma grande informação nova, mas sai com o coração acalentado. E isso é BOM!
O filme apesar de alguns criticas pesadas rolando soltas na web e em blogs de gente linguaruda, para quem entende é bom, haja vista as duas indicações para o Oscar – nas categorias de Melhor Ator (Mickey Rourke) e Melhor Atriz Coadjuvante (Marisa Tomei), e os premios recebidos, tais como: 2 Globos de Ouro, nas categorias de Melhor Ator – Drama (Mickey Rourke) e Melhor Canção Original (“The Wrestler”), o BAFTA de Melhor Ator (Mickey Rourke), e o Leão de Ouro, no Festival de Veneza.
Percebe-se que o ator Mickey Rourke depois de ser preso em 1994 pela polícia de Los Angeles por abuso no casamento e de ter sido lutador de boxe profissional entre os anos de 1991 e 1995 (época em que conta a lenda que o pequeno ator/lutador teria carinhosamente treinado algum dos seus melhores golpes na sua amada esposa), decidiu em fim ser um ótimo ator.
No mais, o filme cumpre a promessa de sua classificação como drama, em cenas que o lutador tenta reatar sua relação com a filha, bem como em cenas estreladas ao lado de Cassidy, a stripper sem jogo de cintura.
O filme termina sem um fim propriamente dito, mas no fim, o final é BONITO! Pode confiar em mim

Nota:
